EnANPAD 2019

Trabalhos Apresentados


Narrativas sobre corpos femininos nos estudos de consumo: subordinados, resistentes e ativistas.


Informações

Código: MKT2105
Divisão: MKT - Marketing
Tema de Interesse: Tema 03 - Cultura e Consumo

Autores

Karla Ferreira Angelkorte (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro) karlaa_angelkorte@hotmail.com
Leticia Moreira Casotti (Instituto COPPEAD de Admin – COPPEAD/UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro) leticia@coppead.ufrj.br

Resumo

O consumo e a subordinação do corpo feminino tem sido tema de muitos estudos. Pesquisas que focalizam diferentes formas de agencia do corpo têm chamado atenção para o seu potencial de autotransformação e resistência enquanto objeto de expressão quando o próprio corpo se coloca como um objeto de consumo. Não foram encontradas pesquisas em consumo sobre o corpo como veículo para expressão de luta coletiva, incitando a transformação macrossocial com base no movimento feminista. Tais práticas de consumo foram estudadas no contexto do movimento negro e do movimento gay, e podem ilustrar também as narrativas do corpo da mulher. Nestas práticas o corpo é utilizado como um outdoor para anunciar discursivamente, através do consumo, a luta pela modificação das dominações culturais às quais o próprio corpo outrora se submeteu. Para ajudar a pavimentar a teorização sobre a existência destas diferentes narrativas que o corpo exprime, combinou-se pesquisas prévias em estudos de consumo com exemplos atuais das expressões femininas no carnaval brasileiro. As narrativas do corpo feminino no carnaval foram separadas em três tipos: subordinação, resistência e ativismo. Por fim, a pesquisa propôs um modelo integrativo (McInnins, 2011) das narrativas de consumo associadas ao corpo feminino, considerando sua transitoriedade cíclica.

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