Construção do Eu: Uma análise interpretativa do consumo liminar de mulheres transexuais
Informações
Código: MKT1003
Divisão: MKT - Marketing
Tema de Interesse: Tema 10 - Possibilidades e limites do consumo emancipatório
Autores
Míriam de Souza Ferreira () miriam.sfo@gmail.com
Severino Joaquim Nunes Pereira (Mestr Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Inst de Ciênc Soc Aplic - MA-PPGA/ICSA/UFRRJ - Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) bill.pereira4@gmail.com
Resumo
A transexualidade pode ser vista como um contraponto a estrutura binária de gênero - que cria e polariza as categorias homem e mulher. Isso ocorre, pois a existência dessas pessoas provoca a descontinuidade deste cânone social (Connell, 2016). As mulheres transexuais, por exemplo, ainda que tenham sido designadas enquanto homens no nascimento (de acordo com seus atributos biológicos), se reconhecem enquanto mulheres, e, frequentemente realizam readequações que julgam necessárias para vivenciar de forma confortável essa identidade de gênero (Benevites & Nogueira, 2019). Este processo de readequação identitária é visto neste trabalho como um rito de passagem (Turner, 2005). Deste modo, este trabalho teve por objetivo compreender de que maneira ocorre o consumo de mulheres transexuais na liminaridade relativa às suas readequações identitárias de gênero. Para tanto, foram realizadas nove entrevistas semiestruturadas com mulheres transexuais e observações não participantes em eventos frequentados por este público. Realizada a coleta e a organização dos dados procedeu-se à análise de hermenêutica (Thompson, 1997) do corpus investigativo. Os resultados indicaram que o consumo liminar reduziu conflitos internos dessas mulheres, e, simultaneamente, foi utilizado como negociador de identidades, instrumento de reprodução e, também, de questionamento dos estereótipos de gênero.
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