Narrativas sobre práticas de consumo e a sintomatização das relações simbolicamente violentas entre empregadores e empregadas domésticas
Informações
Código: MKT940
Divisão: MKT - Marketing
Tema de Interesse: Tema 10 - Possibilidades e limites do consumo emancipatório
Autores
Renata Couto de Azevedo de Oliveira (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio) renatacouto@yahoo.com
Eduardo André Teixeira Ayrosa (Mestr e Dout Acad em Admin/Prog de Pós-Grad em Admin/Esc de Ciências Sociais Aplicadas - PPGA/ECSA/UNIGRANRIO - Universidade do Grande Rio) eduardo.ayrosa@unigranrio.edu.br
Resumo
A proposta deste trabalho teórico-empírico é analisar como as relações simbolicamente violentas entre empregadores e empregadas domésticas são sintomatizadas através de narrativas sobre práticas de consumo, revelando a movimentação do que denominamos platô de indiferença, ou seja, um nível de violência objetiva simbólica abaixo do qual qualquer ato se torna invisível graças a um véu de naturalização (AYROSA; OLIVEIRA, 2018). O papel da empregada como mediadora entre realidades materiais e simbólicas distintas (a sua própria e a da patroa) foi explorado por Barros (2006). Em contraste com o aspecto positivo de ganho social para ambas as partes, identificamos aspectos negativos dessa relação presentes nas narrativas das patroas sobre suas práticas de consumo. Dados foram produzidos através 19 entrevistas em profundidade e posteriormente tratados através da hermenêutica ricoeuriana do modelo do texto e do círculo hermenêutico. Concluímos que o consumo contribui para a estruturação e reprodução da cultura simbolicamente violenta, e que as práticas de consumo das patroas refletem a problemática classista e inconciliável entre seu universo e o das empregadas.
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