EnANPAD 2019

Trabalhos Apresentados


Uma Perspectiva Decolonial sobre Práticas Consumeristas da Proteste


Informações

Código: MKT695
Divisão: MKT - Marketing
Tema de Interesse: Tema 10 - Possibilidades e limites do consumo emancipatório

Autores

Rafaela Barbosa Ferreira dos Santos (Mestr e Dout em Admin de Empresas/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio – IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) rafaelabf@yahoo.com
Marcus Wilcox Hemais (Prog de Mestr Prof em Admin/IAG-A Esc de Negócios da PUC-Rio - IAG/PUC-Rio - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) mhemais@gmail.com

Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar, por meio de uma perspectiva decolonial desenvolvida na América Latina, como e por que práticas consumeristas eurocêntricas foram incorporadas pela Proteste, uma organização de defesa do consumidor no Brasil. Para isso, foi desenvolvido um estudo de caso, utilizando dados primários e secundários. A análise mostra os laços históricos entre o Proteste e organizações consumistas internacionais; o relacionamento organizacional entre a organização brasileira e suas contrapartes internacionais; as práticas miméticas adotadas pela Proteste em suas práticas comparativas de teste de produtos; e o financiamento dado pela Euroconsumers para apoiar a operação brasileira. Ao adotar uma perspectiva decolonial, pode-se entender que ajudar a estimular a proteção do consumidor no Brasil não parece ser o foco principal das organizações consumeristas do Norte Global. A manutenção do controle dominante sobre o tipo de consumerismo desenvolvido localmente parece ser mais importante, a fim de garantir que ele esteja alinhado aos princípios neoliberais consumeristas eurocêntricos.

Abrir PDF