Proposições Sobre Burocracia Representativa no Brasil
Informações
Código: EnAPG363
Divisão: EnAPG - Administração Pública Administração Pública
Tema de Interesse: Tema 01 - Estado, Burocracia e Gestão Pública
Autores
Marcelo Marchesini da Costa () marcelomc5@insper.edu.br
Mario Aquino Alves (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo e Mestr Prof em Gestão Internacional - MPGI/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo) mario.alves@fgv.br
Marcus Vinícius Peinado Gomes (Mestr e Dout em Admin Pública e Governo/FGV/EAESP - Fundação Getulio Vargas/Esc de Admin de Empresas de São Paulo) gomesm@cardiff.ac.uk
Resumo
Este ensaio teórico revisa a literatura sobre burocracia representativa e formula proposições sobre a sua aplicação em país do hemisfério Sul. O estudo pioneiro sobre burocracia representativa discute como a elite econômica e social britânica dominava os altos postos governamentais naquele país durante os anos 1940 (KINGSLEY, 1944). Apesar da base analítica original ser voltada a classes sociais, esse estudo seminal influenciou pesquisas, majoritariamente nos Estados Unidos, focadas tanto na compreensão sobre a presença de grupos sociais minoritários na burocracia, como nas ações tomadas pela administração pública para benefício de determinados setores da sociedade (KRISLOV, 2011; MOSHER, 1968). A maior ênfase analítica desses estudos, no entanto, passou a ser sobre a representação de gênero (KEISER, 1999; MEIER; NICHOLSON‐CROTTY, 2006) e raça (GRISSOM; NICHOLSON‐CROTTY; NICHOLSON‐CROTTY, 2009; SOWA; SELDEN, 2003). Considerando características da sociedade e da administração pública brasileira, este ensaio analisa dimensões relevantes para debater burocracia representativa no Brasil.
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