EnEPQ 2015

Trabalhos Apresentados


Caso Oi: Predador ou Presa?


Informações

Código: EnEPQ76
Divisão: EnEPQ - V Encontro de Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade
Tema de Interesse: Tema 10 - Casos para Ensino em Administração e Contabilidade

Autores

Sergio Wanderley (Doutorado em Administração/Fundação Getulio Vargas/Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas - FGV/EBAPE) - sergio.wanderley@fgv.br
Alvaro Cyrino (Doutorado em Administração/Fundação Getulio Vargas/Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas - FGV/EBAPE) - alvaro.ciryno@gmail.com

Resumo

Este caso foi escrito a partir de documentos gerados pela Oi e informações veiculadas pela imprensa especializada. O caso tem objetivos estritamente didáticos, e não é feito aqui nenhum juízo de valor quanto às práticas administrativas da empresa. A Oi tem sua origem no consórcio Telemar que venceu a privatização pela Telenorte-Leste no final dos anos 1990. A Telemar era composta por fundos de pensão e liderada pelos grupos Andrade Gutierrez e La Fonte. Em 2009, a Telemar assumiu o controle da Brasil Telecom e passou a atuar em todo o território nacional. A entrada da Portugal Telecom na empresa aconteceu em 2013, quando foi anunciada a união das atividades da Oi S.A. e da PT. Um novo acordo de acionistas foi costurado e a PT passou a deter o bloco de controle com direito a 36,55% das ações ordinárias e, assim, nomeou o novo diretor presidente, Zeinal Bava. Todavia, mesmo após todos os demais sócios terem realizado a integralização de capital definida para a entrada da PT na Oi, a PT viu-se impossibilitada de integralizar o valor necessário para atingir o percentual acordado: no início de 2014, a controladora da PT em Portugal, por influência de seu maior acionista o Grupo Espírito Santo, fez um empréstimo à empresa Rio Forte que não honrou a dívida. Com a perda dos recursos com a Rio Forte, a PT não foi capaz de capitalizar o equivalente a cerca de 12% do capital votante da empresa. Diante desta situação, Zeinal Bava pediu demissão em outubro de 2014 e foi substituído, interinamente, por Bayard Gontijo que até então atuava como diretor financeiro e de relações com investidores.

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