Estratégias de Aprendizagem na Educação Online: um Estudo em uma IES Portuguesa
Informações
Código: EnEPQ19
Divisão: EnEPQ - V Encontro de Ensino e Pesquisa em Administração e Contabilidade
Tema de Interesse: Tema 05 - Aprendizagem e Formação Acadêmica
Autores
Daielly Melina Nassif Mantovani (Programa de Mestrado Acadêmico em Administração/Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas - PPGA/FMU) - daimantovani@gmail.com
Adriana Backx Noronha Viana (Programa de Pós-Graduação em Administração/Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade/Universidade de São Paulo - PPGA/FEA/USP) - backx@usp.br
Luísa Cagica Carvalho (Unidade de Educação a Distância/Universidade Aberta de Lisboa - EAD/UAb) - luisam.carvalho@uab.pt
Resumo
Este trabalho teve como objetivo identificar as estratégias de aprendizagem utilizadas por alunos de graduação de um curso de Administração a distância, isto é, buscou-se identificar as ações aplicadas pelos estudantes para facilitar e tornar possível a aprendizagem dos conteúdos das disciplinas de seu curso superior. Para tanto, aplicou-se a estratégia survey para coleta de dados em uma instituição de ensino superior portuguesa. Foi utilizada a escala adaptada de Zerbini e Abbad (2008), totalizando uma amostra de 171 estudantes. A análise fatorial exploratória encontrou sete fatores com boa aderência e confiabilidade: 1) processo colaborativo; 2) estudo individualizado; 3) estratégias de auto-regulação; 4) estratégias de auto-motivação; 5) busca de ajuda complementar ao material didático; 6) associação com a prática e 7) estratégia de reforço. Observou-se, por meio das estatísticas descritivas, que as estratégias individuais de aprendizagem tiveram maior escore entre os estudantes das amostra, o que sugere uma preferência ao esforço individual. Este fato pode ser devido ao perfil do indivíduo ou mesmo às características intrínsecas do estudo online; isto é, a separação temporal e espacial acabam potencializando ações individuais, mesmo havendo incentivo às interações em grupo. Por outro lado, observou-se que as estratégias de colaboração e pedido de ajuda tiveram os menores escores, o que corrobora a preferência por ações individuais. Estes achados sugerem uma necessidade de se desenvolverem novas estratégias de estímulo às interações entre os estudantes, que podem reduzir a sensação de isolamento, motivo potencial para evasão de cursos online.
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